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domingo, 5 de outubro de 2014

Será que devo ser operado?

É uma pergunta que frequentemente tenho de responder. Obviamente cada caso é um caso, mas existem traços gerais que devem ser tomados em consideração, qualquer que seja a cirurgia.

Muitas vezes falo com pessoas que não sabem porque foram operadas, o que foi feito durante a operação, e chegam ao extremo de nem sequer saberem ao que foram operadas. 

Isto é totalmente inadmissível, e é proporcionado pelas premissas às quais se tem vindo a edificar a medicina convencional em Portugal. Na publicação Quais os limites da Osteopatia? este tema já foi explorado, mas reiterando, na medicina convencional existe uma certa passividade por parte dos pacientes, inculcando toda a responsabilidade nos profissionais de saúde. As consequências estão à vista, há um desconhecimento total dos meios de tratamento ao que os pacientes são sujeitos.

Esta passividade origina que, além de não saberem como são tratados, os pacientes desconhecem os meios de tratamento alternativos. Um médico em Portugal, para se formar, apenas necessita estudar a medicina chamada convencional, não faz parte da sua formação os tratamentos apelidados como alternativos ou complementares. Por isso a partir do momento que o paciente se deixa guiar única e exclusivamente pelo seu médico, já está a pôr de parte uma quantidade de tratamentos alternativos ou complementares que lhe poderiam ser úteis no seu caso. A menos, é claro, que o médico tenha conhecimentos de medicina alternativa, conhecimentos adquiridos facultativamente, pois não são obrigatórios.

Por este motivo insisto numa atitude ativa por parte do paciente, em que se informe e questione sobre qualquer tipo de tratamento que lhe seja proposto. Indo também em busca de alternativas, comparando tratamentos entre si, de forma a eleger aquele que considerar mais lógico, mais adequado, e mais benéfico para a sua saúde (não só a curto e a médio, como também a longo prazo). 




Respondendo diretamente à pergunta inicial, quando a cirurgia é de urgência, regra-geral é eficaz, como por exemplo, no caso em que a pessoa sofre um acidente e necessita ser logo operada.

Quando a cirurgia não é de urgência, é necessário ter em conta os tratamentos alternativos. Já foi comprovado (basta fazer uma rápida pesquisa pela Internet) em vários países, que mais de 50% das operações que se fizeram à coluna tinham tratamento através da medicina manual. Cirurgias realizadas nos diferentes Sistemas do corpo, têm tratamentos alternativos com Naturopatia, ou medicina ortomolecular, etc...

Uma situação que acontece com frequência é a pessoa negligenciar a sua saúde, e deixar-se arrastar até um estado em que a operação é a única solução viável. Porque a partir do momento em que a pessoa assume uma postura preventiva, arrisco-me a dizer, que só em caso de acidente é que precisará de ser operada. A oferta preventiva está muito avançada, existe um conhecimento extremamente amplo daquilo que precisamos para nos manter saudáveis. Atenção que esta prevenção assume muitas formas e é preciso levar em conta todas as variáveis que definem a nossa Saúde.

Mas infelizmente estamos inseridos num sistema de saúde que, regra geral, não leva em conta a prevenção, não está sequer estruturado com esse objetivo. Por isso novamente volto a recomendar que o paciente se imponha, pesquise toda a informação confiável relativa à sua saúde, e opte sempre pela prevenção, não se deixando guiar exclusivamente pelo sistema de saúde ao qual pertence.

Há pelo menos duas coisas comuns a quase todas as cirurgias: anestesia e cicatrizes. São dois temas que devem ser levados em consideração, quando somos confrontados com a decisão de sermos ou não operados, devido ao seu impacto no nosso corpo.

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