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segunda-feira, 3 de março de 2014

Quais os limites da Osteopatia?

É um tema que desde o inicio tenho referido nos textos publicados, não me vou repetir, antes falarei de outros aspetos.

Como terapêutica limitada, a Osteopatia não trata todos os problemas. É indicada para alterações a nível da estrutura, e que afetem o normal funcionamento das articulações e dos Sistemas. Quando essas alterações na estrutura se devem a infeções ou problemas oncológicos, a Osteopatia não está indicada.

Em certos situações posso fazer uso da Reflexologia Podal como um tratamento complementário realizado em conjunto com a Medicina Convencional. Por exemplo, em casos do foro oncológico, obtêm-se resultados bastante satisfatórios, nomeadamente no alivio da sintomatologia produzida pelos tratamento de quimioterapia ou radioterapia, que normalmente são muito agressivos para o organismo. 

Outro aspeto em que a Osteopatia é limitada, é quando a pessoa não tem afinidade com este tipo de tratamento. Muitas pessoas desenvolveram um conceito de Saúde em que há um distanciamento entre o Profissional de Saúde e o paciente, sendo o tratamento feito à base de medicação e não havendo qualquer interação física. A Osteopatia não funciona assim, há uma enorme interação física, e só se recorre ao uso de medicação em casos excecionais. Como todos os tratamentos, requer periodicidade, ora sendo o tratamento realizado pelo terapeuta, serão necessárias várias sessões, dependendo dos objetivos do paciente e do seu progresso. Quero com isto referir que não é a mesma coisa que ir a um médico, estar 15 minutos na consulta, e voltar daí por um ano. A Osteopatia, em especial a que eu pratico, funciona de uma forma totalmente diferente, conforme tenho vindo a demonstrar neste blog.



Aproveito para abordar uma faceta ética da Medicina Alternativa em geral, o paciente deve consciencializar-se e responsabilizar-se pelo seu estado de Saúde, porque, quer queiramos quer não, nós somos responsáveis pela nossa Saúde, e somos nós que nos tratamos (com a ajuda dos profissionais), não são os outros que nos tratam. Por isso ao contrário do que acontece na Medicina Convencional, o paciente é que é responsável pelo seu tratamento, é que decide como quer ser tratado e assume uma parte ativa no tratamento. Não deve nem pode assumir uma posição passiva, responsabilizando o terapeuta por todo o processo que o conduzirá a um estado de Saúde desejável. 

Continuando nos limites da Osteopatia, por vezes acontece que os resultados obtidos não correspondem às expetativas do paciente. Regra geral há sempre uma melhoria dos sintomas apresentados, fazem-se correções na estrutura, a mobilidade aumenta, mas a pessoa quer mais. Bem, quando o corpo atinge um certo estado degenerativo já não é possível retroceder-se e voltar a ser como era antes. Assim como há certas lesões que não podem ser totalmente tratadas. Muitas vezes aquilo que se faz é o máximo que há a fazer. Isso verifica-se quando a pessoa cessa os tratamentos e tem um agravamento do seu estado. Ou seja, quando a pessoa se andava a tratar estava melhor, mas não estava conforme desejava, deixando de se tratar ficou pior do que estava antes. 

Mas há um aspeto em que a Osteopatia é ilimitada! Pode ser aplicada em todas as idades, desde recém-nascidos até idosos. Existem técnicas especificas a serem aplicadas de acordo com as circunstâncias, não sendo a idade um obstáculo ao usufruto dos benefícios da Medicina Manual.

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