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segunda-feira, 29 de julho de 2013

A Osteopatia pode ser uma forma de Vida?

Não escolhi o nome deste blog ao acaso, a Osteopatia pode ser sim uma forma de Vida.

Conforme referi na primeira publicação (Osteopatia como forma de Vida!), o objetivo deste blog é mostrar as formas terapêuticas que detenho e como as interajo com a Osteopatia. Criando desta forma uma abordagem, não única, mas pouco usual da Osteopatia.

Quando falo que a Osteopatia pode ser uma forma de Vida, considero dois aspetos. Um deles é encarando a Osteopatia como Medicina à qual se deve recorrer em qualquer situação. 

O médico cirurgião Andrew Taylor Still foi o criador da Osteopatia, ele defendia que a estrutura governa função. Hoje em dia acredita-se que a estrutura e a função interagem mutuamente. Perante isto temos que, cada vez que existe uma disfunção no organismo, vai haver uma alteração na estrutura. Por isso em qualquer disfunção que a pessoa apresente, mais cedo ou mais tarde deve recorrer ao osteopata. Exemplificando, quer seja uma dor de dentes, estrabismo, acufenos, asma, obstipação, varizes, e a lista não teria fim. 

Todas estas são disfunções no organismo que muitas vezes são causadas por alterações na estrutura, ou então vêm a alterar a estrutura, e mais tarde podem ter consequências sérias. Na publicação Osteopatia Estrutural indiquei que a maior parte das vezes que a disfunção é recorrente, a origem do problema é na estrutura.

Não digo com isto que a pessoa não deva recorrer a outro profissional de Saúde para tratar estes problemas, deve recorrer sim, mas em simultâneo ou posteriormente, é aconselhável procurar um osteopata para que este lhe possa avaliar e corrigir a estrutura. 

Esta avaliação e correção da estrutura também deve ser feita, por exemplo, quando a pessoa muda de lentes de contacto ou óculos, quando vai começar a usar um aparelho auditivo, quando quer colocar um aparelho nos dentes, quando algum profissional de Saúde lhe diz que tem que começar a usar palmilhas (as palmilhas são um tema que mais tarde desenvolverei melhor em outra publicação). 

São todas situações que vão ter impacto sobre a estrutura e sobre o equilíbrio da pessoa, e se a estrutura já não está bem, provavelmente pior ficará. Assim como também deve ser feita uma avaliação após a pessoa começar a usar estes 'utensílios', para saber se realmente a estão a ajudar, ou a prejudicar. 

Focando-me nos óculos, muitas vezes não são os mais adequados, é verdade que a pessoa está a ver melhor, mas após os usar começou com desconforto no pescoço e dores na cabeça, talvez tenha que se fazer algum ajuste nos óculos.

O outro aspeto a que me refiro quando digo que a Osteopatia pode ser uma forma de Vida, é quando usada regularmente. Aqui podemos encontrar diferenças entre a Osteopatia que eu pratico e a praticada pela maior parte dos outros osteopatas.

A Osteopatia ao ser praticada regularmente permite-nos provocar mudanças profundas no corpo, completamente diferente de quando apenas se recoloca algum osso que esteja fora do lugar. 

Através da manipulação de todas as estruturas, é possível alterar a postura da pessoa, originando que todos os seus sistemas se aperfeiçoem.

Há certos tipos de problemas que levam tempo até serem corrigidos (hérnia de disco, escoliose, etc...), mas mesmo a pessoa estando relativamente bem, regra-geral pode ficar ainda melhor. 

Quando a nossa estrutura está corretamente alinhada, com mais facilidade o nosso corpo se equilibra, com mais facilidade se harmoniza com a lei da gravidade, e mais vigor (ânimo, força, capacidade) vai ter para as outras actividades e funções. 

É simples exemplificar isto, uma pessoa que tenha uma grande curvatura anterior na coluna dorsal (corcunda) é possível que se canse com mais facilidade e tenha menos ânimo, do que uma pessoa que tenha uma curvatura dorsal fisiológica (normal), porque o corpo tem que se esforçar mais para se manter em equilíbrio, acabando por ficar com menos vigor para as restantes actividades e funções. É verdade que este tema não é preto no branco, existem nuances a se levarem em consideração, mas uma coisa é certa, quando a estrutura está alinhada, todas as funções funcionam de modo melhor.

Eu promovo um culto ao corpo, recomendo cada pessoa a cuidar a sua estrutura ao máximo, e a fazer tratamentos regularmente. De forma a que, primeiro trate o seu problema, depois possa aperfeiçoar a sua postura, e por fim que se mantenha assim. 

Todos os dias estamos sujeitos a várias agressões ao nosso corpo, desde o trabalho, passando pelas nossas emoções, e terminando no inevitável envelhecimento, por isso convém que façamos alguma coisa para o cuidarmos.

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